Institucional

IBRACON comemora 40 anos de serviços ao fortalecimento do concreto no Brasil

Quarenta anos dedicados ao fortalecimento da cadeia produtiva do concreto no Brasil. Com este lema o Instituto Brasileiro do Concreto — IBRACON realizou a 54ª edição do Congresso Brasileiro do Concreto, de 08 a 11 de outubro, no Centro Cultural e de Eventos Ruth Cardoso, em Maceió, Alagoas. 

A época de fundação do Instituto Brasileiro do Concreto – IBRACON guarda semelhanças com o Brasil atual. O país vivia o ‘milagre econômico’, com a construção civil edificando a infraestrutura necessária para o desenvolvimento econômico e social. Como hoje, o país carecia de mão de obra qualificada, de engenheiros bem formados e de eventos técnicos que congregassem a classe para discussões sobre questões técnicas e práticas dos canteiros de obras.
Em São Paulo, em função de um convênio entre o Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT e a Fundação Estadual de Saneamento Básico (atual SABESP), os tecnologistas do IPT polemizavam sobre a permeabilidade ou não do concreto usado em reservatórios de água e estações de tratamento. Outra questão que suscitava debates e controvérsias era se o concreto usado nas obras do Metrô de São Paulo era ou não durável, resistindo, ao longo do tempo, ao ataque de agentes agressivos contidos nas águas subterrâneas em contato com suas estruturas.

Face às polêmicas, alguns funcionários do Departamento de Tecnologia do Concreto do IPT decidiram organizar um colóquio em suas dependências, o que contou com o apoio do diretor de engenheira civil à época, o Eng. Antonio Dias Ferraz Nápoles Neto.

Público prestigia 54º Congresso Brasileirto do Concreto em sua solenidade de abertura.

Assim nasceu o que se tornaria mais tarde o Congresso Brasileiro do Concreto. Reunindo 200 profissionais, esse primeiro colóquio contou com a participação dos maiores tecnologistas da época, o que demonstrava sua importância e mérito, entre os quais: Francisco de Assis Basílio, Eládio Petrucci, Gilberto Molinari e Luiz Alfredo Falcão Bauer, reconhecidos atualmente pelo IBRACON em seu profissionalismo e contribuição para a engenharia civil brasileira pela denominação dos Prêmios de Destaques do Ano, conferidos anualmente aos melhores profissionais brasileiros reconhecidos por seus pares.

Prof. Túlio Bittencourt, presidente do IBRACON, oferece boas-vindas aos congressistas da 54ª edição do Congresso Brasileirto do Concreto.

O sucesso do colóquio foi tanto que seis meses depois foi organizado um segundo colóquio, que se expandiu para fora das dependências do IPT, envolvendo a Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Neste colóquio os engenheiros reunidos dedicaram-se ao tema da durabilidade do concreto.

Sentindo ter chegado o momento para a instituição de uma entidade técnica dedicada à pesquisa e divulgação da tecnologia do concreto e de seus sistemas construtivos, nos moldes do “American Concrete Institute” – ACI, os profissionais reunidos no segundo colóquio decidiram, em Assembleia Geral, pela fundação do Instituto Brasileiro do Concreto, a 23 de junho de 1972.
De lá para cá, o IBRACON expandiu suas atividades e o Congresso Brasileiro do Concreto se diversificou.

De uma reunião semestral entre alguns pesquisadores brasileiros, o evento atingiu o porte de um grande congresso nacional de engenharia civil, realizado anualmente, com o reconhecimento da comunidade técnica- científica brasileira e estrangeira de estar entre os maiores fóruns de difusão e debates sobre a tecnologia do concreto e seus sistemas construtivos.

Componentes da mesa de Solenidade de Abertura ouvem a execução do Hino Nacional por artista regional.

Com as edições do Congresso Brasileiro do Concreto, carro-chefe do IBRACON, o Instituto tem cumprido sua missão de criar, divulgar e defender o correto conhecimento sobre materiais, projeto, construção, uso e manutenção de obras de concreto, desenvolvendo seu mercado, articulando seus agentes e agindo em benefício dos consumidores e da sociedade em harmonia com o meio ambiente.

Fundadores do Instituto Brasileiro do Concreto em momento de reconhecimento por seus serviços prestados à engenharia brasileira e ao país.

“Decorridos 40 anos de existência do IBRACON, é auspicioso constatar a excelência da sua contribuição à Engenharia Nacional, através das Reuniões Técnicas, Publicações, Comitês Técnicos, Práticas Recomendadas, Concursos Estudantis e Certificação de Mão de Obra”, conclamou o fundador e ex-presidente do IBRACON, Prof. Simão Priszkulnik, aos participantes do 54º Congresso Brasileiro do Concreto, em mensagem enviada eletronicamente, presentes em sua solenidade de abertura.

Prof. Geert De Schutter em sua palestra magna sobre CAA.

Nesta, além de recordar nome a nome os fundadores do IBRACON, o Instituto prestou uma homenagem aos fundadores presentes, entregando-lhes uma placa comemorativa e os saudando com uma salva de palmas. Por ocasião da cerimônia, foram premiados ainda os profissionais de destaque do ano e as melhores teses de doutorado sobre o concreto. Por fim, os presentes – 1368 pessoas - foram brindados com a palestra do professor da Universidade de Ghent, na Bélgica, Geert De Schutter, sobre o estado da arte do concreto autoadensável após 20 anos de pesquisa e prática.


IBRACON faz 30 anos

A fundação do Instituto Brasileiro do Concreto

Discutir questões práticas ligadas às obras de concreto, problemas do dia-a-dia dos engenheiros civis brasileiros, essa foi a motivação de fundação do Instituto Brasileiro do Concreto. "Havia uma demanda por um evento que congregasse profissionais do ramo do concreto, para discutirem e trocarem os conhecimentos advindos dos canteiros de obras", explica a Engenheira Yasuko Tezuka, funcionária do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo a época e que se empenhou na fundação do IBRACON.

Estávamos em 1970, o Brasil vivia o denominado 'milagre econômico' e a construção civil estava em acentuada ascensão, com a construção de obras arquitetônicas por todo o país: a Ponte Rio-Niterói; as Usinas de Tucuruí e Itaipu; a Usina Nuclear de Angra dos Reis. “Em cálculo, em projeto estrutural de concreto, há tempos tínhamos pessoas com projeção internacional. Entre outros, devem ser lembrados: os professores Telêmaco van Langendonck, Fernando Luiz Lobo Carneiro e Augusto Carlos de Vasconcelos”, relembra o Engenheiro Simão Priszkulnik, idealizador do primeiro colóquio sobre a permeabilidade do concreto, donde surgiria o IBRACON. Nesta época, o Departamento de Tecnologia do Concreto do IPT mantinha um convênio com o FESB (Fomento Estadual de Saneamento Básico, precursor do que é hoje a SABESP), para o controle tecnológico das obras de concreto. Esse convênio engendrou uma polêmica entre os profissionais do IPT sobre a permeabilidade do concreto nos reservatórios de água. “Na época, a ênfase quanto ao projeto estrutural era dada apenas à resistência do concreto”, esclarece Priszkulnik. Por outro lado, havia também o problema da agressão pelas águas subterrâneas do Metrô de São Paulo. 'Não havia uma bibliografia específica que resolvesse as questões de permeabilidade e durabilidade do concreto. As especificações eram contraditórias', comenta Yasuko Tezuka.

Simão Priszkulnik, um dos idealizadores do Instituto Brasileiro do Concreto.

Desejosos de resolver o problema sobre a permeabilidade do concreto à água, os engenheiros Simão Priszkulnik, Yasuko Tezuka, Sérgio Simondi, entre outros funcionários do IPT, decidiram organizar um colóquio que discutisse o assunto. A idéia era convidar tecnologistas e profissionais de empresas ligados ao concreto, para exporem e debaterem sobre o tema. A iniciativa do grupo contou com o apoio do diretor de Engenharia Civil do IPT, o Dr. Antonio Dias Ferraz Nápoles Neto, que disponibilizou o espaço para o colóquio e permitiu o uso da infra-estrutura do IPT. “Não tínhamos xerox, de modo que datilografávamos as cartas,convidando os profissionais para participarem do evento. Eu e o Simão entregávamos pessoalmente os convites", relembra Yasuko.

Apesar das dificuldades, a Comissão Organizadora obteve o êxito da presença dos expoentes da tecnologia do concreto à época os Engenheiros Francisco de Assis Basílio, Eládio Petrucci, Gilberto Molinari e Luiz Alfredo Falcão Bauer -, como expositores. E, de quebra, o patrocínio da empresa Otto Baumgart com um coquetel. O auditório com capacidade para duzentas pessoas ficou lotado.
 As participações foram intensas. As discussões foram gravadas e, posteriormente, transcritas. “Chegamos à conclusão de que o concreto serviria, por si só, como elemento impermeabilizante, mas sabíamos que esse consenso entre os funcionários do IPT não era compartilhado por todos os profissionais ligados ao concreto”, pontua Sérgio Simondi.

"O sucesso foi tão grande que preparamos questionários solicitando opiniões e sugestões de temas para o segundo evento. Predominou o tema durabilidade”, esclarece a química Maria Alba Cincotto, que também participou da fundação do IBRACON. Desta vez, a Comissão Organizadora se estendeu para fora do IPT. “Ela incluiu a ABCP e seu superintendente, o Eng° Francisco de Assis Basílio”, afirma Priszkulnik. Participaram também na organização do segundo colóquio, o professor Eládio Petrucci, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, e o engenheiro aposentado do IPT, Gilberto Molinari.

Participação maciça de engenheiros e estudantes no 43º Congresso Brasileiro do Concreto, em Foz do Iguaçu

O segundo colóquio realizou-se no período de 19 a 25 de junho de 1972, seis meses após o primeiro. No seu transcurso, no dia 23 de junho, os participantes realizaram uma Assembléia Geral no Auditório da Divisão de Engenharia Mecânica do IPT, onde, por unanimidade, decidiu-se pela fundação de um instituto dedicado ao concreto, o Instituto Brasileiro do Concreto, que naquele momento recebeu a sigla de IBCON. Compuseram a mesa da Assembléia de Fundação, os Engenheiros Francisco de Assis Basílio, como presidente, Antonio Dias Ferraz Nápoles Neto e José Araújo Ferreira.

Logo após a cerimônia de Fundação, o presidente da mesa pôs em discussão os Estatutos do Instituto, o valor das contribuições a serem pagas pelos sócios titulares e coletivos e informou que o IPT havia colocado à disposição do instituto uma sede provisória, o que foi recebido pela Assembléia com uma salva de palmas. “O fato de que, até alguns anos atrás, as estruturas serem fundamentalmente feitas de concreto mostra a importância e a pertinência de um instituto para discutir a tecnologia do concreto”, conclui Sérgio Simondi. Além disso, a Assembléia de Fundação elegeu o Engenheiro Gilberto Molinari, para presidente, o Engenheiro Sérgio Simondi, para secretário e o Engenheiro Simão Priszkulnik, para tesoureiro da Diretoria Provisória. No ato de fundação consolidou-se a idéia, já aventada no primeiro colóquio, de congregar na entidade não apenas os engenheiros tecnologistas de concreto, mas também os calculistas, construtores e professores da área de materiais de construção.

O IBRACON nascia para viabilizar a realização permanente de dois colóquios sobre o concreto por ano. A diretoria ficaria responsável por escolher os temas relacionados ao dia-a-dia das construções de concreto no país e convidar os profissionais capazes de falar sobre elas. Mas, não apenas para isso. Os Estatutos previam a formação de Comitês Técnicos, para estudar ramos específicos do concreto e elaborar textos que pudessem servir de referência para a elaboração de Normas Técnicas na execução de obras de concreto. “A idéia foi criar um instituto parecido com o American Concrete Institute (ACI): uma entidade que discutisse e propusesse soluções para o cálculo, a normalização e a execução de obras de concreto”, pondera Simondi. Previam-se também as Regionais do Instituto para lhe conferir caráter de entidade nacional.

O IBRACON hoje

Hoje são onze regionais e quinze representantes (vide Seções Regionais) atuando em todo o país. Elas têm autonomia para realizar simpósios, conferências, recebendo o apoio da Sede. “O objetivo é levar aos Estados o mesmo espírito de divulgação do concreto”, esclarece o Engenheiro José Zamarion Ferreira Diniz, ex-diretor presidente do Instituto. Para viabilizar essa idéia, a partir de 1988, as Reuniões Anuais do IBRACON (Reibracs), que no início eram os colóquios semestrais, passaram a se realizar nos estados fora de São Paulo. Em 1988 foi no Rio de Janeiro, a última foi em Foz do Iguaçú, Paraná, e a próxima será em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Diretores e sócios do IBRACON para uma foto no 43º Congresso, com a presença de Daniel Baker, presidente do ACI

De sua fundação aos dias de hoje, o IBRACON não parou de crescer e ampliar suas atividades. “De uma pequena organização surgida no IPT, com colóquios com duzentos participantes, ela se tornou uma instituição nacional, por meio de seus congressos, simpósios, workshops e seminários realizados nas diversas capitais do Brasil. Foi um crescimento paulatino que hoje se expressa nos cerca de mil inscritos nos cinco dias de duração de seus Congressos e nos duzentos trabalhos apresentados em cada Congresso”, coloca José Zamarion. Atualmente, o Instituto possui mais de dois mil sócios, distribuídos entre individuais, coletivos e mantenedores. Metade deste número é formado por estudantes universitários. Entre os sócios mantenedores, o instituto conta com o apoio da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), da Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem (ABESC), da Companhia Energética de São Paulo (CESP), da Empresa Municipal de Urbanização (EMURB), da Usina Hidrelétrica de Itaipu, da Cassol S/A Indústria e Comércio, da Cimento Planalto S/A (CIPLAN), da Concrepav S/A Engenharia de Concreto, da Holdercim Brasil S/A e da IEME Brasil S/A. Os sócios do IBRACON têm o direito de discutir e, exceção para os estudantes universitários, votar nas Assembléias do Instituto, nos seus Congressos e Reuniões, além de receber gratuitamente as publicações do IBRACON.

Também cresceu a cada ano o número de trabalhos técnicos disponíveis nos arquivos da instituição. O site do IBRACON (www.e-concreto.com.br) conta com mais de 1.900 títulos de publicações técnicas, que estão disponibilizadas para os interessados por meio de correio eletrônico ou mala-direta. Dentre elas, pode ser encontrada a primeira publicação técnica apresentada no primeiro colóquio, antes mesmo da fundação do Instituto “A Permeabilidade do Concreto à Água e sua Durabilidade”.

“São acrescentados em torno de 250 trabalhos por ano ao acervo do IBRACON. No passado, o IBRACON tinha uma imagem de entidade ligada ao concreto, apesar de engenheiros ligados à estrutura participar dos eventos do Instituto desde a sua fundação. Hoje, se olharmos os sócios coletivos, a maioria está ligada às empresas de construção”, esclarece Zamarion. No site, o internauta encontra ainda as atividades realizadas pelo instituto ao longo do ano e as atividades relacionadas ao concreto no mundo, tais como: seminários, workshops, cursos, prêmios, etc.

São 35 Comitês Técnicos, alguns em fase de implantação, voltados para temas como: durabilidade do concreto; segurança das estruturas do concreto; concreto e meio ambiente; concreto de alta resistência; produção de concreto; concreto projetado; entre outros. Esses Comitês discutem e propõem textos-base para a elaboração de Normas Técnicas Brasileiras, ou elaboram Práticas Recomendadas para o mercado da construção civil. “Alguns sócios que participam dos Comitês Técnicos do IBRACON integram também os Comitês de Normas da ABNT, de modo a propiciar um intercâmbio de idéias entre as duas entidades”, explica Zamarion. As Práticas Recomendadas são trabalhos técnicos não-normativos, “que, na ausência de uma norma técnica específica, é usada pelos profissionais para balizar as ações no ramo da engenharia civil”, explica o Engenheiro Selmo Chapira Kuperman, ex-diretor presidente e atual diretor 2° vice-presidente do IBRACON. Como exemplo, Kuperman cita o trabalho do Comitê Técnico “Concreto Massa”, que está em fase de conclusão de trabalhos da Prática Recomendada para usinas e barragens no Brasil: “como não existem normas técnicas para usinas e barragens em nosso país, o IBRACON trabalha com o intuito de suprir esta lacuna; se no futuro ficar comprovado a eficiência da Prática Recomendada que estamos elaborando, então ela poderá ser enviada para a ABNT e se converter em Norma Técnica”, conclui Kuperman. Recentemente, o Comitê Técnico CT-301 relacionado ao tema do Concreto Estrutural, sob coordenação do professor Augusto Carlos de Vasconcelos, elaborou a Prática Recomendada IBRACON para estruturas de edifícios de nível 1. O objetivo dessa Prática Recomendada é auxiliar os escritórios de projetos de estruturas, a fim de que, na rotina em edifícios de pequeno porte, possam excluir os pormenores da Norma Oficial NB-1, para simplificação do cálculo e economia dos custos e do tempo de construção.

Os Congressos Anuais do IBRACON conservam sua importância no sentido de manter atualizados os profissionais sobre o estado da arte do concreto. Em cada ano, a Comissão Científica do Instituto define três ou quatro temas em voga na área do concreto, chamando os profissionais, professores, alunos universitários e construtores para apresentarem os trabalhos. A Comissão analisa os trabalhos, aprovando-os ou propondo algumas modificações e distribuindo-os entre trabalhos que serão apresentados nas Sessões Plenárias e trabalhos expostos nas Sessões Pôsteres. “Existem dois tipos de trabalhos nos congressos: os trabalhos acadêmicos relacionados aos problemas práticos da tecnologia, estrutura e construções de concreto, que contam créditos em órgãos como FAPESP e CNPq; e os trabalhos técnicos escritos pelos profissionais ligados à área do concreto”, constata Zamarion e prossegue: “Como é raro no Brasil que os profissionais apresentem trabalhos sobre sua experiência profissional, o IBRACON aceita trabalhos mais simples, desde que bem apresentados e fundamentados, para estimular esses profissionais. Mas, no geral, os trabalhos são bons: alguns gozam de excelência internacional”.

As palestras de profissionais altamente qualificados garantem o público

Diversificando suas atividades para contribuir para a excelência do concreto desenvolvido no Brasil, o IBRACON criou, na gestão de 1989-1991, a Revista IBRACON, como evolução do Boletim Informativo. “Organizou-se um Comitê Editorial responsável por selecionar os trabalhos que seriam publicados. Os trabalhos deveriam ser eminentemente técnicos, visando o propósito do IBRACON - discutir, melhorar e difundir os conhecimentos práticos ligados ao ramo do concreto”, opina Yasuko Tezuka, idealizadora da revista. Atualmente, a revista abre também a possibilidade de inclusão de artigos registrando as atividades das empresas e de seus serviços e produtos. “Os trabalhos na revista versam sobre técnicas construtivas ou produtos ligados ao concreto. As construtoras têm interesse em divulgar suas novas técnicas de construção de barragens, de edifícios, etc. Já, as empresas fornecedoras de insumos para o concreto têm interesse em apresentar a importância desses produtos”, posiciona-se Zamarion e prossegue: “É interessante mostrar ao público os avanços obtidos na construção de obras de concreto, assim como o que tem sido feito para melhorar o concreto”. A abertura da Revista para as empresas ligadas ao concreto elevou sua tiragem para 5000 exemplares e permite que seja publicada a cada três meses.

Capas de edições da Revista IBRACON: atualmente em seu décimo ano

O IBRACON mantém convênios com entidades nacionais e internacionais. Entre as entidades nacionais, existem relações firmadas com a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), a ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem), o IBTS (Instituto Brasileiro de Telas Soldadas), o CBGB (Comitê Brasileiro de Grandes Barragens), o Instituto de Engenharia, o SINDUSCON (Sindicato da Indústria de Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo), a ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), o ITQC (Instituto Brasileiro de Tecnologia e Qualidade da Construção), a ABENDE (Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos), a ABGE (Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental), a ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural), o SINAPROCIM (Sindicato Nacional de Produtos de Cimento) e a USP (Universidade de São Paulo), para a promoção de eventos ligados ao desenvolvimento e divulgação dos conhecimentos da área do concreto. “Temos um importante apoio financeiro e técnico da ABCP. Em contrapartida, o IBRACON define temas para alguns dos cursos promovidos pela ABCP”, detalha Zamarion. O convênio com a ABCP, a ABESC e o IBTS garante ao IBRACON a divulgação de seus eventos e atividades no Informativo Técnico “Tecnologia do Concreto Armado em Notícias”, boletim noticioso que informa as recentes conquistas brasileiras no ramo do concreto armado.

Participação do secretário do Ministério da Indústria e Comércio Exterior, Reginaldo Braga Arcuri, e empresas marcam presença nos Congressos

O Instituto possui também um convênio firmado com a entidade internacional norte-americana ACI (American Concrete Institute), a maior do mundo em termos de reunir profissionais ligados ao concreto: o ACI possui cerca de 20000 sócios em todo mundo; dezenas de Comitês Técnicos que elaboram, nos Estados Unidos, práticas recomendadas com caráter legal; e irá completar 100 anos em 2004.

Eduardo Antonio Serrano, diretor-presidente do IBRACON, entregando a Daniel Baker, presidente do ACI, uma lembrança de Itaipu, durante o 43° Congresso Brasileiro do Concreto

Em 1997, o IBRACON e o ACI canadense viabilizaram uma viagem de profissionais brasileiros ao Canadá, com a finalidade de visitar centros de excelência do concreto e atualizar seus conhecimentos sobre Concreto de Alto Desempenho. O grupo visitou centros de excelência da rede “Concrete Canadá”, nas cidades de Sherbrooke, Quebec, Montreal e Ottawa. Essa rede desenvolve quatro megaprojetos: recuperação da infra-estrutura; durabilidade e otimização de estrutura de Concreto de Alto desempenho; desenvolvimento de novos materiais e produtos; e a demonstração de projetos e de aplicações práticas. “O IBRACON, o IPT, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e a Universidade Federal do Rio de Janeiro tínhamos o projeto de formar um centro de excelência em concreto no Brasil, com o intuito de desenvolvermos pesquisas de nível técnico e acadêmico para melhorar a qualidade e a competitividade do concreto brasileiro”, justifica Kuperman, que conclui: “Apresentamos o projeto à FAPESP e ao CNPq, mas, infelizmente, não obtivemos êxito”.

Em 1999 veio o acordo entre IBRACON e ACI. Este acordo visa um maior intercâmbio de informações entre as entidades, assim como prevê o desenvolvimento de trabalhos em conjunto. A partir do convênio, os dirigentes do ACI comparecem, todos os anos, ao Congresso Brasileiro do Concreto, assim como os sócios do IBRACON tem tido a oportunidade de participarem dos eventos organizados pelo ACI. “A vinda dos diretores do ACI para os Congressos Brasileiros do Concreto é um reconhecimento da importância dos trabalhos realizados pelo IBRACON; por outro lado, o comparecimento dos sócios do IBRACON aos eventos do ACI contribui para despertar a atenção do mundo para o concreto brasileiro e nossa tecnologia de construções de concreto”, pondera Kuperman.

Lições da vida profissional e a realização do Concurso de Proteção ao Ovo. Para estudantes de engenharia durante o 43º Congresso Brasileiro do Concreto

Durante a realização do 44° Congresso Brasileiro do Concreto, que acontecerá entre os dias 17 e 22 de agosto, os Comitês relativos ao concreto estrutural do ACI e do IBRACON se reunirão para discutir os aspectos das Normas Técnicas Norte-americanas relativamente às Normas Técnicas Brasileiras. “O objetivo é fazer comparações de parâmetros com o intuito de fornecer subsídios às indústrias brasileiras, para torná-las mais competitivas no mercado americano, antecipando a Área de Livre Comércio das Américas”, projeta Kuperman. 


Empresas Privadas
Monitoração da Ponte do Rio Maranhão

O Instituto Brasileiro do Concreto - IBRACON, e as empresas Camargo Corrêa Industrial S/A e Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., firmaram um convênio para prestação de serviços que abrange assessoria à monitoração da Ponte sobre o Rio Maranhão, um dos formadores do rio Tocantins, na bacia da Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa. Contam também com o Departamento de Apoio e Controle Técnico da empresa FURNAS Centrais Elétricas S.A. e da empresa Experimental Engenharia Ltda.
A Ponte foi inaugurada no ano de 1997, no município de Uruaçu - Goiás.
Os serviços de assessoria a serem prestados pelo IBRACON encontram-se discriminados a seguir:

  • Aplicativos e instruções para medições de tensões na armadura passiva, temperaturas e movimentação de juntas roteiro para instalação de aparelhos;
  • Visitas à obra de técnicos em instrumentação visando assessoria especializada;
  • Relatórios e assessoria para análise dos resultados.

Tratando-se de obra construída com a técnica de balanços sucessivos, tramos de 80m, 145m e 80m, respectivamente e utilizando concreto de alto desempenho e alta resistência (o fck estimado a partir de corpo-de-prova da obra variou de 62,5 MPa a 70 MPa) a sua monitoração trará dados de grande importância para balizar futuros projetos.


Empresas Públicas
Monitoração da Ponte Bernardo Goldfarb

Inaugurada em 1994, na cidade de São Paulo, a ponte Roberto Goldfarb (nova ponte Eusébio Matoso) foi projetada pela Promon Engenharia e construída pela Contruções e Comércio Camargo Corrêa, com gerenciamento da Emurb. Constitui-se em uma das maiores estruturas extensamente monitoradas no mundo.
No Brasil, pela primeira vez uma obra deste porte foi dotada de um Plano de Monitoramento, através de sistema de auscultação intenso e extenso, controlado por duas centrais de leituras situadas no interior do tabuleiro em caixão, permitindo o acompanhamento do desempenho desde o início do processo.
A idéia original da monitoração partiu do corpo técnico da Emurb. Realizada durante a construção, de dezembro de 1992 a junho de 1944, trouxe importantes subsídios para a Engenharia preventiva.
O IBRACON, ciente da importância e da raridade deste trabalho, congregou um grupo de empresas, viabilizando a sua retomada, a partir de março de 1996, através de contrato firmado com a Emurb.
O IBRACON viu neste trabalho uma oportunidade de confrontar os dados experimentais com o modelo de fluência preconizado pelo CEB (Comitée Eurointernational du Béton) e com a norma Brasileira, e decidiu dar continuidade às medições. Para isto buscou o suporte financeiro da: Cimento Eldorado - Divisão Silmix, Companhia Siderúrgica Belgo Mineira, Construções e Comércio Camargo Corrêa, Mepel Artefatos Especiais de Borracha e Rudloff Industrial.
Com este suporte, foi assinado o contrato com a Emurb para permitir esta nova fase de monitoração da obra e recontratada pelo IBRACON a Experimental Engenharia para executá-la.
Esta nova fase deverá verificar a adequação de seu comportamento, em especial quanto à deformação decorrente da temperatura, a estabilização das flechas sob ação de cargas permanentes, se as juntas de pistas permitem as aberturas previstas no projeto, se a fluência e a retração do concreto estão estabilizando-se e, finalmente, se os aparelhos de apoio vem movimentando-se dentro do programado.
Nesta fase, prevista para estender-se até dezembro de 1997, já foram efetuados reparos na instrumentação instalada, que hoje se encontra em perfeito funcionamento, e estão sendo interpretados os dados coletados.


Entidades

O IBRACON assinou convenio com o Comitê Brasileiro de Grandes Barragens (CBGB) promovendo um intercâmbio maior com esta instituição, em breve, disponibilizarão conjuntamente suas publicações.
No dia 15/10/1998 o Ibracon assinou um convenio com o Instituto de Engenharia ampliando mais com isto a divulgação das novas tecnologias e pesquisas do concreto.
Na era da globalização muitas vezes a integração pode ser a resposta. Desta maneira a tecnlogia em si não é de muita valia se não houver uma aplicação integrada.
Atento a isto, o IBRACON assinou convênio com o SINDUSCON/SP (Sindicato da Indústria de Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo), visando a melhoria da qualidade da Construção Civil no emprego de modernas técnicas de cálculo e construção, com a ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), objetivando um intercâmbio com os arquitetos nos mais variados estudos do concreto na arte das construções e com o ITQC (Instituto Brasileiro de Tecnologia e Qualidade da Construção), promovendo a melhoria da qualidade, produtividade e a modernização tecnológica na Indústria da Construção Civil.No dia 13 de julho de 1999 o IBRACON assinou um convênio com a Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos (ABENDE) tendo como objetivo a promoção e a intensificação de ações integradas voltadas ao desenvolvimento tecnológico e ao aprimoramento técnico do pessoal e das atividades relacionadas às entidades conveniadas.


Universidades

O IBRACON assinou em 05/11/1998 às 15:00 horas no Prédio da Reitoria, o convênio com a Universidade de São Paulo através da Escola Politécnica visando a cooperação técnica e científica entre as duas Instituições.